terça-feira, 14 de dezembro de 2010


Obrigado Senhor...

domingo, 28 de novembro de 2010


"Guardarei na mente e no meu coração essa imagem para sempre!"

Obrigado!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Deixa eu falar de algumas coisas!?!


Buscar se entregar a algo é difícil quando não temos o espaço necessário para tamanho feito. Durante muitos dias, eu venho tendo uma luta interna de superação e conquista. Talvez muitos de vocês nem saibam que em algum momento da sua vida você fará um único questionamento: “E agora?”
A partir daí você vai unir sempre o possível e tentar conquistar o impossível para se atingir um objetivo. Partindo desse conceito pessoal, eu sempre almejo chegar a uma conclusão de alguns fatos, mas eles muitas vezes se tornam impossíveis.
Então, recorro a mim e aos meus planos infundados acompanhado sempre por um copo de leite quente no começo da madrugada. Sempre a hora que escolho para pensar e rever alguns fatos do dia que eu deveria ter agido de outra forma ou até mesmo, nem agido.
Crer em algo que não se é possível alcançar pelas barreiras impostas nos faz cansar. Um cansaço mental e emocional, um desgaste devido às milhares de formas e meios que você tenta encontrar para pular o muro de concreto que insiste em ficar à sua frente e dizer-te: “agora não”.
Entre melodias e palavras de amor, que tocam no meu “radinho de pilha” elas me diz que eu acredite “que nenhum de nós nasceu para ser super-herói”, e ligando essas palavras a um contexto só meu, ela me diz em alto e bom som: “continue a lutar... você vai continuar errando sempre, mas não desista!”.
Quando eu parei pra escrever esse texto pra o meu blog, meu coração corria de um lugar para outro me questionando “o porquê” de tanta ansiedade sem definição. Tudo estar próximo de tal forma e ao mesmo tempo tão impossível que a única coisa que almejaria fazer seria dormir e não acordar até o momento certo (não sei qual).
A sensatez do homem vem das coisas que ele acredita e a incapacidade de agir vem da forma que ele ver as coisas sempre unilaterais e uniformes. Por outro lado, quando o homem para pra si e enlouquece de tantos questionamentos, ele se dá a oportunidade de saber que é humano e como tal, as perguntas sempre o dará a resposta que ele nunca saberá.
Parando de pensar ao fim de mais uma “caneca” de leite quente, eu desisto de refletir sobre algo tão próximo e sem respostas (que meus verdadeiros amigos sabem) e vou dormir. Talvez em sonho, onde por instante me transporto para o surreal, eu possa viver aquilo que a realidade tende a me tirar enquanto vivo o mundo real.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Um dia desses...

Um dos meus passatempos preferidos é falar sobre meus melhores momentos, até mesmo porque falar de momentos ruins me traz lembranças da mesma especificidade.

Mais uma vez, uma final de semana com grandes momentos. Um rodízio de sanduíches, um filme numa tarde de “nada para fazer”, um jantar regado a muita massa e um domingo que começou às 9h da manhã (com muito sono) e terminou por volta das 23h (com mais sono ainda).

É cômico como duas pessoas tão “diferentes” podem ter grandes afinidades e começarem a se entender tão bem. Meu irmão e eu somos uma prova viva disso e para vocês conseguirem entender o que falo seria bom conhecer nossa história (se você tiver e disponibilidade, esse blog conta muita da gente).

Mais uma vez, esse cara prova que das poucas coisas que podemos fazer juntos, as melhores e piores, podemos compartilhar. Sejam, grandes risadas por momentos inusitados de piadas com humor-negro ou mesmo, um mau atendimento por uma questão, digamos, de afinidade ou clientela fixa (ele sabe do que estou falando).

Esse final de semana, faltando 15 dias para as eleições (usei apenas essa informação, para uma releitura no futuro), mais uma vez, separamos pra gente. Conversamos sério sobre assuntos que nos competiam dividir e rimos muito, principalmente, com um filme escolhido por mim que até então, era sinônimo de péssima escolha.

Sabe um detalhe desse cara? Ele sempre é o melhor em tudo, e eu até digo que é, para vê-lo feliz (risos). Juro, até não o conhecê-lo, você nunca: assistiu um filme tão bom quanto aos indicados por ele, nunca comeu uma pipoca de milho tão boa quanto a que ele faz e muito menos saberá dirigir tão bem quanto ele dirige, afinal, ele dirige a Hilux da empresa que ele trabalha.

Mas, de todas as formas que ele é, ele sempre encontra umas palavras certas e os momentos certos de dizê-las, lembro bem da nossa conversa numa madrugada fria de junho, no banco da praça, acompanhados de uma cerveja, que só ele bebia. “Ele bebe, eu não”.

Quando o encontrei na sexta-feira, desse final de semana que eu citei, não tínhamos nos programado para nada, e como outra experiência que já tive, nunca se deve planejar. Como Zeca pagodinho “Eu deixo a vida me levar...”, e ela realmente esta me levando...

De outras vezes que falei dele, já devo ter contado que depois de 25 anos nos encontramos. Não é daquelas histórias de reencontros emocionantes, com lágrimas e sentimentos indefiníveis. Encontramos-nos em uma amizade que hoje podemos definir como “irmão-amigo” (palavras dele), e começamos a retomar momentos que por alguns motivos, que cabe a mim e a ele saber, não podemos dividir

Um filme numa tarde livre, um clube em um domingo de manhã, um parque de diversões num final de domingo e um café-da-manhã de segunda-feira com pão, queijo, café, suco e outras variedades, isso tudo, na casa dele. Acreditem, hoje ele não é mais aquela criança que só ia pra piscina no dia das crianças que era grátis, que só tomava café-da-manhã com bolacha “cream craker” e não podia comprar lanche nos intervalos da escola. Só outro detalhe, segundo ele, eu sou a criança rica e ele, a criança pobre (eu acho muito engraçado isso).

Quando você passa muito tempo ao lado dele, você descobre duas coisas. Primeiro, ele nuca vai concordar com você se você não descordar primeiro do que ele falou e outra, até que você aceite a opinião dele, sua cabeça gira em 360° perguntando: Por que?

Foi um final de semana inesquecível, isso porque aconteceu de tal forma que se tornou e posso garantir-lhes, não houve nada de especial, apenas as companhias. Que são e continuarão a ser...

Enfim, o prazer das coisas estão na intensidade com que elas acontecem, seja em final de semana ou mesmo, um dia, o equivalente a mesma medida é sempre diferente dependendo da forma que se tome (filosofei, e juro, que nem eu não sei o quê eu quis dizer).

Finalizo mais um texto do meu blog, com uma vontade de escrever mais e me cansar de ler após, como sempre faço. Mas, o mas importante de todo esse texto, não é seu conteúdo, mas do que ele almeja falar de "um dia desses".

Fica dito!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Encontro, conversas e tortinhas de morango...

Sempre espero o momento certo para falar de algumas coisas. Até mesmo, porque sei que as coisas inesquecíveis acontecem apenas uma vez e nossa mente é encarregada de levar para sempre as fotografias do passado, e não seria necessário escrever no momento que acontecem os fatos. “Deixemos isso para os factuais do telejornalismo”

Numa tarde dessas de sábado, que Campina Grande se fecha para si mesma, um encontro casual de amigos faz tão bem à alma ao ponto de sairmos do ambiente refletindo sobre diversos temas. Uma companhia para um lanche da tarde é tão importante quanto o acompanhamento (alimentar) da conversa.

Tantas opiniões, gostos diferentes e boas dicas. Isso é o que faz os amigos: cumplicidade, respeito e confiança.

Em outro sábado qualquer, não muito longe, estarei acompanho outra vez de uma (mesma) boa companhia e nosso acompanhamento preferido. Que digamos sempre sim: “Aos nossos encontros, às nossas conversas e nossas tortinhas de morango com chocolate Suísso”.

Margot, esse é para você!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Numa madruga de 28/08/2010


Uma coisa que aprendi na vida, foi nunca fazer algo maior do que ela nos parece ser. Afinal, nos encontros e desencontros da vida, as coisas nunca são na verdade o que elas nos parecem ser.

A representatividade dos momentos em nossas vidas ficam a mercê dos sorrisos, das lágrimas e do sentido que se toma para os encontros, desencontros e reencontros .

Se mal me engane, essas histórias aqui no meu blog não são novidades, e por isso mesmo, procuro sempre uma roupagem nova para os fatos, que concretamente se parecem os mesmos, apenas reprisados pelo tempo.

Se as lágrimas pudessem ser traduzidas pelas palavras, elas não teriam essa forma rebuscada que tento exprimir no meu “diário virtual”. Elas seriam secas e desalinhadas como realmente, são.

Minha mente está além e aquém de mim, tão prolixa como as letras das canções de Cazuza que tocam no meu player. “vida louca, vida...”

Traçar os dias ficou complicado quando não se tem nenhuma meta a se cumprir. Nesses dias alternados de chuva ou de sol, frios e tristes, meu cobertor se torna uma companhia perfeita para se passar as horas que no relógio correm há passos lentos.

Ser homem, filho, irmão, sobrinho, noivo, universitário, jornalista e nas horas vagas, gente, sobrecarrega-me de tal maneira, que a mente fragilizada pelo cansaço da alma, traduz palavras em ações e ações em emoções, muitas vezes, sem razões.

Das poucas palavras ditas e transcritas de forma espontânea. Não foi criado nenhum personagem para uma história surreal.

O que alimenta meu blog são verdades das quais eu fiz e sempre vou fazer parte do sentido que elas representam, e não das traduções que buscam dar.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ele - difícil

Ele Era uma criança difícil. Sempre que ia debater sobre algum assunto sua voz era forte, “estridente” como dizia sua mãe, que hoje admira-se com a educação que as palavras são pronunciadas.

Ele não corria, não fazia coisas de crianças normais. Não jogava futebol porque nunca foi seu esporte preferido como até hoje não é. Ele brincava com quem se sentia bem e seguro, afinal a fragilidade que ele apresentava na sua estrutura corporal, sempre o fazia se sentir ameaçado pelos “grandões” que o olhavam atravessado.

Ele foi uma criança difícil, tão implicante, que os amigos se iam de uma forma tão fácil como ele conseguia conquistar. Sua infância era fácil, diferentemente da pessoa que ele era. Os melhores brinquedos, das melhores marcas. Sempre para todos, o que sempre teve “tudo”. Mas, nunca esse "tudo" o satisfazia.

Seu gosto musical era uma mistura de algo de ontem e hoje. ABBA, New Kids on the BLock e outros gêneros dividiam o som “Três em um” (cassete,rádio e vinil) com Balão Mágico, Mara, Sérgio Malandro e, juro, Xuxa. (ele era criança ok?).

Ele se tornou um adolescente difícil. Ele não gostava das espinhas, era temperamental, de uma forma quase que insuportável. Suas descobertas foram feitas solitariamente, a primeira namorada, o primeiro beijo, a primeira relação sexual e o primeiro e último porre.

As marcas mudaram, a sua voz mudou e o timbre juntamente com as idéias foi se formando lentamente. Ele acrescentou entre suas qualidades, mais presença e menos vergonha do estranho. Ele somou aos seus defeitos, muito arrogância, imaturidade e rancor. É, ele era ou ainda é um pouco, rancoroso com as coisas que não estão na sua linha. E ainda por cima, a maior dificuldade que encontrava era desmaterializar-se dos objetivos sólidos, um sentimento que trouxe da sua infância fácil que o tornava difícil.

Ele era um jovem de sonhos difíceis, de práticas e gostos considerados estranhos e julgados da forma que cada um julgasse ser.

Ele hoje é um adulto e de tudo, ainda continua sendo uma pessoa difícil. Tornou-se mais caloroso, menos arrogante e mais passivo as coisas da vida. Ele deixou de atacar tudo com a veracidade de um rei, ele se pôs do outro lado da sua voz.

Ele passa por momentos difíceis e por ele ser da mesma intensidade, ele sofre por não saber contornar da forma mais fácil. Perdeu o pai tão rápido, perdeu sua tia lentamente. Criou um escudo e interrompeu alguns ciclos.

Ele hoje tem vários gostos musicais que não provam sua personalidade. Ele hoje acredita em muitas coisas e sofre. Age com as pessoas de uma forma tão fácil que a escolha de suas relações o faz passar por momentos difíceis.

Pensando bem, ele vai ser um idoso difícil. Mas, como não podemos prever o futuro, acredito que a dificuldade que ele vai encontrar, será de comandar seus próprios instintos. Ele não acreditará em muitas coisas e as pessoas o irão julgar mais uma vez da mesma forma que o julgaram um dia, ele vai ouvir: “ow senhor difícil” – Dessa forma, ele vai perceber que, os momentos mais fáceis de sua vida, ele deixou a dificuldade do seu ser, ocultar.

quinta-feira, 1 de julho de 2010


Julio César Araújo e Alisson Correia...

Be or not Be? - É uma questão!


Muitas das faces que hoje aparecem em nossas expressões foram criadas para garantir uma auto-proteção e todas elas sempre vêm carregadas de um sorriso simpático, meio hesitante e nervoso. Essas são algumas das formas artificiais que encontramos para nos mostrar ao mundo... Dessa forma passamos a ser conhecidos por terceiros, quando, na verdade, nós mesmos nem nos conhecemos.

Tentar acreditar na própria essência e colocar em prática o que ela dita, traz algumas vantagens para o “íntimo”, mas pode deixar conseqüências porque a verdadeira essência das coisas são desconhecidas ao homem. O que acreditamos ser hoje, não é nada mais que o reflexo daquilo vivido no passado, que hoje recriamos e amanhã reformulamos pela capacidade vital do homem em nunca se satisfazer-se com o que ele mesmo tem a oferecer a ele mesmo.

E nesse presente cheio de “passados” densos, tentamos construir uma auto-afirmação que nos faça um ser futuro - tão duvidoso quanto hoje - que rascunhe nas mãos imprevisíveis do tempo o que talvez nunca seja passado a limpo.

Um breve pensamento na madrugada, onde as luzes da cidade iluminam as moças nos seus trabalhos noturnos, onde o silêncio cria pensamentos e as palavras devaneiam em nossos teclados. A conexão nunca foi tão lógica na hora de modelar as palavras de duas pessoas que transitam pensamentos coesos em uma distância de 130km.


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Jornalismo Literário

Dúvidas. Diversas formas, estilos e áreas. Quando se estuda jornalismo são constantes as preocupações do que seguir, o que fazer, como falar ou se expressar. Definir o que se conhece para o que se pretende conhecer nos instiga a uma pesquisa rotineira de especializações, e isso define o jornalista da sua linha de reportagem que se pretende ser especialista.

No segundo ano da universidade conheci uma área de jornalismo que me define e que me proporciona uma linguagem expressiva e de ricas vertentes, que é o que busco e pretendo, não de início por causa de dependência de mercado, especializar-me.

Conheci obras que marcariam, não apenas minha coleção de leituras, mas refinaria minha linguagem e ratificaria minha linha expressiva do jornalismo que pretendo estudar. Deparei-me com as perspectivas subjetivistas e reais de alguém que usava o jornalismo e a literatura juntos.

Leão de Chácara (1975), Malagueta Perus e Bacanaço (1963) do escritor e jornalista João Antônio, foram algumas das obras que me fizeram conhecer o conto-reportagem e foi a perspectiva de João Antônio de interpretar o submundo e a marginalidade que me fizeram conhecer um jornalismo criativo e elaborado .

Foi desde então que o interesse pelo ramo do jornalismo que trabalha com uma perspectiva subjetivista me fez conhecer o Jornalismo Literário. Ramo do jornalismo que trata da confecção de uma notícia com alta voltagem de criação de linguagem, como acontece na literatura.

Deixo claro! Não é poesia. Não é nenhuma forma ou estilo de algum gênero literário. É jornalismo.

Jornalismo para seduzir o leitor, informando-o sem aborrecê-lo e atraindo-o para a essência dos fatos. É ser não-factual e ao mesmo tempo não-ficcional, mas falar o que acontece sem fugir da realidade. Não é enfeitar o fato ou criar alguma coisa para um fato se tornar mais atrativo. É destrinchar o real sem cair no costume da mesmice, é a versão compatível com a lógica, pautada pela ética, que contribui para o conhecimento de quem lê.

Apesar da escrita elaborada, não espere dos personagens, nas reportagens, sentimentos falsos ou esperança de redenção, a realidade é tratada de forma lírica, mas sem dissimular seu lado cruel.

Finalizo deixando um pouco da expressão do que é o jornalismo literário e com a perspectiva de criar a curiosidade de conhecer ou apenas desfrutar um pouco da leitura que o jornalismo literário proporciona.

Dicas:

Malagueta, Perus e Bacanaço (1963)

Leão-de-chácara (1975)

Malhação do Judas Carioca (1975)

Casa de Loucos (1976)